Google Chrome: ruim com ele, pior sem ele; entenda o novo “aprendizado de máquina”

Antes de falarmos de aprendizado de máquina, vamos voltar um pouco no tempo. Normalmente você começa sua vida online com um Android (do Google), tem um e-mail no GMail, faz sua rota pelo Google Maps (ou Waze, também do Google), faz suas pesquisas por um buscador do Google e, se você tem um Windows, é altamente provável que você não vai usar o navegador padrão Internet Explorer por muito tempo, você preferirá o… do Google.

O navegador da gigante de pesquisas foi o mais utilizado em 2017, com 57,43% [via] — muito a frente do Safari da Apple, que teve “apenas” 16,10% de participação de mercado.

Aprendizado de máquina - Google Chrome - TabletPorque então ele é tão utilizado? Por todos os motivos do primeiro parágrafo: com uma conta só você tem todos esses serviços sem precisar ficar criando cadastro — tem coisa pior que criar um cadastro do zero? Aliás, melhor botão que já inventaram foi o “Cadastrar com o Facebook/Google”. Com concorda respira.

Mas por que o Chrome fica lento?

Vamos combinar que abrir 15 abas não ajuda muito, você não vai vê-las todas de uma vez, né? Mas ignorando isso, se você tem um computador/tablet potente e pode ter isso, ainda assim você deve notar algumas travadas, algumas vontade súbitas de “jogar essa merd* no chão“.

Isso acontece porque o navegador tenta separar cada atividade que está rolando como um processo diferente. Cada vídeo, aba, música ou plugin ganha seu espaço separadinho. Parte boa disso: se alguma coisa travar, é só isso que trava, e não sua navegação inteira. Parte ruim: um serviço chamado “prerender”, que carrega suas páginas mais rápido, assim você não espera muito, teoricamente. Na prática, bom, imagina um monte de processos carregando bem rápido de uma vez. Pois é.

Normalmente os computadores e tablets têm uma quantidade de memória (RAM) satisfatória para aguentar várias páginas e algum programa ou outro rodando. Mas o problema se intensifica quando você tem vários programas abertos (especialmente edições de fotos e vídeos), tem o navegador aberto com inúmeras abas, está ouvindo uma música, está atualizando aplicativos e ainda baixando séries.

Aprendizado de máquina - pessoa esperando

Uma dica é deixar aberto somente o que você está usando. Se você tem medo de esquecer, faz uma pasta na sua barra de favoritos com “Pendentes” ou algo do tipo. Você se ajuda na organização e ainda ajuda o computador. E se você não está fazendo aquela edição no Photoshop, não precisa deixar o programa aberto, não é mesmo?

Aprendizado de máquina: o que é e como ele ajuda

Imagine a situação: todos os dias você sai de casa, vê a temperatura, busca o resultado do jogo de ontem e depois coloca o trajeto pro trabalho, embora você já saiba, você quer saber como está o trânsito e em quanto tempo vai chegar. Mas, diferentemente, no fim de semana, você quer saber o trânsito pra casa do seu namorado. Seria ótimo se tudo isso acontecesse sem você pedir, não é mesmo?

Google iOS - aprendizado de máquinaBom, talvez você já saiba, mas isso já existe. Chama-se… Google. Se você tem o aplicativo instalado, ele te lembra de ações repetidas que você faz. Te mostra notícias de sites que você normalmente abre, mostra o tempo da sua cidade, o resultado de um jogo, tempo de percurso, acidentes no trajeto. E ele vai ainda mais longe: verifica passagens no seu e-mail e mostra se seu vôo está atrasado, eventos próximos que você confirmou, reservas de hotéis etc.

Basicamente, aprendizado de máquina é a máquina fazer por você algo que você não pediu especificamente aquilo. É ela “aprender” o que você precisa e te adiantar, economizando seu tempo.

Esse aprendizado está chegando no Google Chrome. Na teoria, o navegador será capaz de entender quando você não precisar mais de uma aba. Só então decide descartá-la, ou pausá-la, quando você estiver com pouca memória.

Mas acalme-se, ninguém vai sair fechando suas coisas sem suas permissão. Na prática, é como se a aba estivesse “congelada”, até você fechá-la definitivamente. Caso você ainda queira abri-la, ela será recarregada na mesma posição de rolagem, e inclusive com todo o conteúdo salvo (como uma mensagem pré digitada).

Ainda não há previsão para o lançamento desta novidade. Mas você não precisará fazer nada, uma vez que as atualizações do Google Chrome são automáticas e silenciosas. Veremos se o navegador perderá a fama de devorador de memórias!

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